Dinheiro ou cartão? Guardar ou gastar? Deixar o dinheiro debaixo do colchão ou investir? Por que é tão fácil agirmos por impulso quando se trata de questões financeiras?
A ciência que estuda os comportamentos e a forma como as decisões são tomadas pela população no âmbito econômico é chamada de Psicologia Econômica. Por meio dessa é possível identificar erros sistemáticos e previsíveis do gênero, além da oportunidade de revertê-los com a educação financeira.
Primordialmente, considera-se que o termo foi criado por Gabriel Tarde, jurista francês e psicólogo social que afirmava que os acontecimentos econômicos deveriam também ser estudados elementos psicológicos para compreendê-los melhor. Ele colocou suas ideias no seu livro publicado em 1902 chamado La Psychologie Economique, considerado marco oficial do nascimento da área.
Contudo, esse assunto começou a se propagar e a ser estudado após a 2° Guerra Mundial, por intermédio de George Katona, psicólogo e economista, que conseguiu prever como seria a economia após a guerra por meio do estudo integrados de elementos psicológicos. O site "economiacomportamental" afirma que "Katona se propôs a verificar o que a população do país efetivamente planejava fazer com seu dinheiro depois que a guerra terminasse, a fim de obter dados mais precisos sobre as tendências futuras. Assim, elaborou um extenso questionário sobre crenças, atitudes, expectativas e outros elementos subjetivos, e aplicou-o em grandes amostras representativas da população. Os resultados desse estudo apontaram na direção oposta àquela defendida pelos economistas – no lugar de recessão, haveria um grande boom econômico, com as pessoas muito inclinadas a comprar bens e consumir, e não a entesourar seu dinheiro".
Na atualidade, assim como no período da Segunda Guerra Mundial, a psicologia econômica tem servido para entender quais são as tendências de decisões a serem tomadas pela população. A princípio, acreditava-se que o ser humano se relacionava com essa questão econômica de forma completamente racional. Porém, pesquisas mostraram que essa área racional normalmente não prevalece na maioria das vezes, como mostra o Livro Nudge escrito por Richard Thaler vencedor do prêmio Nobel de Economia, em 2017. Além do mais, o livro afirma que podemos organizar um contexto que vai sugestionar a nossa tomada de decisões, ou seja, é possível criar estratégias para tornar hábitos bons economicamente mais fáceis de serem tomados enquanto hábitos ruins, mais difíceis.

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