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FED, BCB, ECB… O que são esses bancos e quais as suas funções?


  
 BCB, ECB e FED são siglas referentes ao que chamamos de “bancos centrais” – sendo eles Banco Central do Brasil, Banco Central Europeu e o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos). Essas instituições financeiras são responsáveis por comandar e regular aspectos econômicos dos seus respectivos países.

    O início da história dos bancos centrais começa na Inglaterra em 1694 quando foi criado o BoE (Bank of England, ou, Banco da Inglaterra em português), que inicialmente era uma instituição anônima privada, que tinha como principais investidores o rei e a rainha da Inglaterra da época, sendo utilizado como banco para financiar e atuar durante o período de guerra com a França. O Banco Central do Brasil (nosso querido Bacen) surgiu em 1964 com a função de administrar o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

    Certo, e as funções desses bancos? o que eles fazem? Num geral suas funções são de controle monetário, normalmente controlando o mercado financeiro, a moeda local e as reservas dos países, exemplo… Como exemplo vamos puxar para o nosso país e analisar as funções que são de responsabilidade do Bacen:

O BCB é responsável, por exemplo, pela quantidade de moeda que está circulando no país, portanto, sendo a instituição mais importante quando se trata de inflação e poder de compra da população! Além disso, também chamado de “banco dos bancos”, o BCB é responsável por vigiar as atividades bancárias do país, fornecer crédito para bancos e ainda monitorar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), por onde se fazem todas as transações financeiras da nação. Ademais, esses bancos centrais ainda atuam sendo por vezes banqueiros do governo, exercendo políticas cambiais (trocas de moeda) e supervisionando o mercado financeiro (Bolsa de valores e etc.).

    Ok, mas todos os bancos centrais de todos os países são iguais? A resposta é até bem óbvia… Não, os bancos centrais são sim diferentes e um dos fatores que mais se diferencia entre os países está relacionado com a independência dessas instituições; Existem locais em que os bancos centrais são mais livres e independentes do governo (Chile e União europeia, por exemplo) e alguns que são mais dependentes do Estado (Banco chinês, por exemplo).

    Os bancos centrais independentes são aqueles que podem tomar atitudes e controlar as políticas cambiais e monetárias de maneira autônoma, sem depender de controle do governo ou permissão de outras esferas do poder; Ou seja, usando uma atividade simples como exemplo: modificar a taxa de Juros (famosa Selic), em bancos independentes essa taxa pode ser alterada sem aval do Presidente da República nem de qualquer membro do Congresso, podem tomar a decisão por si. Grandes exemplos de bancos autônomos podemos citar: ECB (Banco Central europeu) responsável por controlar a moeda (euro) de diversos países da União Europeia; Banco Central Chileno é um ótimo exemplo de banco independente aqui na América do Sul. Vale lembrar, a maioria desses bancos possuem sim relação com o governo, mas não são dependentes do ponto de vista da tomada de decisão e atuação de políticas, mas, muitos dos presidentes desses bancos centrais são normalmente nomeados pelo Presidente da República e pelo Senado.

    Para finalizar, esses bancos podem influenciar na política internacional? A resposta é sim e não, como assim?

Os bancos centrais não podem influenciar diretamente nos outros países que não sejam o país que ele pertence, porém… Alguns bancos, por serem de grandes potências mundiais – como é o caso do FED (banco estadunidense) – acabam por influenciar de maneira indireta os outros países, por quê? Pois o FED, por exemplo, comanda a moeda do seu país (o dólar), e bem, o dólar é a moeda mais utilizada internacionalmente, seja no uso das pessoas ou transações financeiras internacionais, logo, se o FED é quem monitora o dólar, qualquer ação dele nos Estados Unidos afetará a moeda, logo impactando todos que se utilizam daquele meio. Um exemplo simples é o seguinte: Se o FED faz com que mais dólar comece a circular, aumentando a quantidade de dinheiro, o dólar tende a ter menos poder de compra, logo, isso impacta o Brasil por exemplo, podendo causar com que o dólar venha a baixar de preço caso o Real não se desvalorize. Portanto, eles conseguem interferir na economia mundial sim, mas não de maneira totalmente direta.


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